| (Foto: Nathalia Barbosa) |
Já falei aqui sobre a dificuldade que enfrentei para amamentar o Enzo exclusivamente. Hoje vou contar uma outra versão desse tema, a história da Adriana Gomes Lisboa, 40 anos, mãe da pequena Adrieny, de 4 anos, que diferente da experiência que eu vivi, amamenta a filha até hoje.
De acordo com ela, a dura fase da adaptação, que a maioria das mulheres passa, durou apenas 10 dias e logo a pequena já estava mamando sem dificuldades. “Adrieny sempre foi uma criança tranquila, que mal acordava de madrugada para mamar. Além do mais, nunca aceitou mamadeira e nem outro tipo de leite que não fosse o meu. Então quis continuar amamentando”, disse Adriana.
No entanto, o principal motivo de amamentar de forma prolongada vem do coração e de um trauma antigo que Adriana viveu. É que ela também é mãe do Hélio, de 15 anos, que não conseguiu amamentar e viu na filha a oportunidade de fazer tudo diferente. “Com a chegada da Adrieny eu quis suprir a falta que ficou em mim. Proporcionar a ela o que não pude dar ao meu filho. Algumas pessoas dizem que eu estou errada mas o meu coração me diz o contrário”.
| (Foto: Nathalia Barbosa) |
E você está certa, Adriana! Amamentação exclusiva para bebês até os 6 meses, além da amamentação continuada até 2 anos ou mais, é uma recomendação do Ministério da Saúde e um ato lindo de amor. Além do que, o aleitamento materno é a mais sábia estratégia natural de vínculo, afeto, proteção e nutrição para a criança e constitui a mais sensível, econômica e eficaz intervenção para redução da morbimortalidade infantil.
Amor nunca é demais
Muita gente vai achar desnecessário, dizer que o leite da Adriana já não faz mais diferença para a saúde da menina, que a criança vai ficar mimada, mal acostumada e que passou da hora de desmamá-la. Na minha humilde opinião, amor nunca é demais, colo não deixa a criança mimada e excesso de carinho vai tornar a pequena uma adulta segura e feliz.
Eu não consegui amamentar o meu filho como gostaria e, dentro do possível, fiz o que pude para que ele crescesse forte e saudável. Com a Adriana já foi diferente. Você vai encontrar muitas histórias por ai como a dela, mas também como a minha. Afinal, cada mãe é única, vive realidades opostas e não deve comparar a sua história com a de outra mulher.
Vamos nos livrar da culpa de não ter amamentado, do medo de amamentar por muito tempo. Vamos apenas viver a maternidade com tranquilidade, sem grandes expectativas e de um jeito que faça a gente feliz e não como a sociedade acha que deve ser feito. Não tem certo ou errado, estamos em constante aprendizagem e crescemos como mãe no dia a dia com os nossos filhos!
Um beijo no coração!
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