quarta-feira, 13 de abril de 2016

Complexo de Édipo: uma fase importante e que merece atenção

De uns dias para cá o Eduardo resolveu que a mamãe Edileine Rezende é a sua namorada. Mesmo que ela explique ao filho que não é, ele insiste com essa história. Preocupada, a mãe procurou o Pauta Materna em busca de dicas sobre como agir nesta situação. Primeiramente, calma! De acordo com a nossa colunista, a psicóloga Adriele Bocalan, Edu pode estar vivendo o Complexo de Édipo, o que é super normal. Vamos entender o que isso significa. 

O Complexo de Édipo é fundamental e essencial no desenvolvimento infantil e é dado como Universal, ou seja, comum a todos os seres humanos. Essa fase normalmente é vivida pelas crianças dos 3 aos 5 anos de idade, acompanhada do advento do Superego, isto é, o sentimento de culpa. É completamente normal nesse período que o menino se apaixone pela mãe e a garota pelo pai. 

Tendo como exemplo o menino, como é o caso do Eduardo, ele vai se espelhar no pai para conquistar a figura amada, no caso, sua mãe. Para isso, ele poderá desejar usar as roupas e acessórios do pai e até adotar comportamentos parecidos com o dele. Já com o advento do superego, em alguns casos o garoto terá o sentimento de culpa desejar que o pai vá embora e a mãe seja apenas dele. 

De acordo com Adriele, por volta dos 6, 7 anos o comportamento da criança deve mudar. Caso isso não ocorra e a fixação por um de seus pais continuar em evidência, será necessária uma avaliação psicológica. "Ai podemos dizer que há uma fixação na fase fálica e nesse caso precisamos avaliar mais de perto, afinal, a criança não controla esse tipo de comportamento, faz de forma inconsciente". 

Fatores que inibem o Complexo de Édipo

Como já foi dito acima, o Complexo de Édipo é fundamental para o desenvolvimento infantil, porém, atualmente verifica-se muitos casos que “dificultam” o Complexo de Édipo de acontecer, como na inexistência física (divorciado, separado, viúvo, etc.) ou psicológica (negligente, submisso, etc.) do progenitor e no caso de não se impor limites e barreiras entre mãe e filho. 

Freud afirma que quando o Complexo de Édipo fica “mal resolvido” podem existir várias consequências. Uma delas é a identificação com o progenitor do sexo oposto, comportamento ligado a homossexualidade, a submissão e a dependência excessiva ao sexo feminino, já que o menino sem pai, vai querer ser como a mãe. 

No extremo oposto, temos o menino que teve uma mãe, embora possa o pai estar presente, incapaz de se “separar” e de se impor limites a si e seu filho, passa a opressora e controladora, massacrando-o psicologicamente. O menino vai então replicar e generalizar a todas as mulheres o que vivenciou com a mãe. Assim, não vai conseguir amar as mulheres. 

O mais importante diante de qualquer comportamento diferente é acolher a criança, enfrentar a situação com carinho e procurar um profissional que possa ajudar. E claro, buscar sempre informação, pois ela também pode ser o melhor remédio. 

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