segunda-feira, 18 de abril de 2016

Meu filho anda na ponta dos pés: será que isso é normal?

O Enzo andou um mês depois de completar um ano de idade. Antes disso, se aventurava pela casa no andador (o que hoje eu não recomendo mais) e depois segurando nos móveis. Nesse período, algo chamou a minha atenção e do toda a nossa família: ele só caminhava na ponta do pés. A princípio não me preocupei, afinal, ele estava desenvolvendo seus primeiros passinhos e resolvi dar tempo ao tempo antes de procurar um médico. 

Enzo dando os primeiros passos na ponta dos pés
Eu estava certa. Quando definitivamente começou a andar sozinho, o Enzo passou a apoiar todo o pé no chão. Dessa forma, o drama dos dedinhos ralados (pela posição dos pés, as pontas dos dedos ficavam machucadas) e a chatice em ter que explicar para todo mundo o motivo pelo qual o meu filho andava daquele jeito tinham acabado. Mas, caso você esteja passando por isso ai na sua casa, saiba que o assunto é pouco discutido, mas muito comum entre os pequenos. 

Pesquisando sobre o tema, encontrei uma entrevista do Dr. Henrique Sodré, médico da Universidade Federal de São Paulo, sobre a chamada marcha equina. Ele diz que “90% dos casos são espontâneos, a própria criança anda assim por vontade dela, depois de certo tempo, some. Se permanecer, tenta-se fisioterapia e correção de postura”, destacou o especialista. 

Quanto tempo pode durar? 

De acordo com a publicação, na maioria das vezes isso é temporário, ocorre por causa da imaturidade do sistema nervoso central. No início da marcha pode não haver esse controle fino do movimento e a criança começa a caminhar boa parte do tempo na ponta dos pés e só coloca o calcanhar no chão quando está parada.

Normalmente, isso pode acontecer até os cinco anos de idade e passa a ser considerado um problema quando a idade avança e a criança continua andando da mesma forma. Nesses casos, ela pode ter o chamado encurtamento de tendão, o que dificulta que a mesma coloque o pé inteiro no chão. 

É necessária cirurgia? 

O especialista diz que, se o exame constatar o tendão encurtado, o melhor recurso é a cirurgia, que é muito simples e garante 100% de recuperação. Após a cirurgia, não é preciso engessar as pernas, basta usar uma órtese (botas de plástico com velcro) para o pós-operatório. E a maioria dos planos de saúde cobre esse tipo de intervenção.

Não pressione a criança 

Tente agir com naturalidade, sem repreender ou forçar a criança a andar com os pés totalmente posicionados no chão. Ela está passando por um momento de transição e toda mudança traz também medo e insegurança. Ofereça apoio, mostre confiança e, acima de tudo, demostre carinho e atenção. Pressionar o bebê só vai trazer estresse para ele e para toda a família. 

Tenha paciência, mamãe! Caso o problema persista, procure um médico. Ele irá orientá-la sobre qual tratamento é o mais adequado para a realidade da criança. 


(fonte: G1). 

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